terça-feira, 31 de agosto de 2010

Nesses ermos de campanha


Com o impacto meu carro foi jogado contra um Scort

O dia todo cinzento, mesmo com as investidas do sol em roubar a cena e romper com a chuva que molhava Santa Maria, o domingo continuou nublado, com a cor de outono no inverno. Viajei até a cidade coração do Estado para fortalecer meu compromisso com o Movimento LGBT do Rio Grande do Sul. O domingo era de Parada Livre, ato de gente corajosa que não tem medo de mostrar a sua forma de ver o mundo e lutar pelos seus direitos, principalmente, contra os atrasos e a amargura que o preconceito carrega deixando marcas profundas em suas vítimas. Após um café da manhã saboroso no Hotel Morotin e a companhia de pessoas que estão deste lado, do lado do bem, participei de uma palestra que trouxe à tona a prevenção contra o HIV/Aids. Da necessidade de encarar essa doença buscando apoio de órgãos e instituições que desenvolvem projetos e programas sociais para quem precisa de atendimento médico. Outro fator que entrou em discussão refere-se às agressões que travestis, gays e demais pessoas que não escondem a sua identidade e opção sexual sofre em seu dia a dia, muitos já foram brutalmente assassinados. Cada vez mais me convenço da necessidade de políticas públicas para esse setor que não fiquem apenas no papel, mas que de fato, sejam fiscalizadas de perto.

Agora na reta final de campanha, os dias se tornam como o último domingo, longo marcado por encontros, reuniões, atos e fortalecimento direto de tudo que até aqui foi proposto. Porém, ontem, quando me dirigia para mais um compromisso na agenda de Santa Maria vi o quanto a vida é breve, como tudo pode acabar num piscar de olhos, num segundo e o quanto precisamos ainda aprender amar. Um acidente envolvendo meu carro, na Rua 19 de Novembro, esquina com a Avenida Nossa Senhora Medianeira, por pouco não se tornou algo mais sério, após um Siena acertar em cheio a traseira do meu veículo e, consequentemente originando a batida num Scort que tentava uma manobra arriscada naquele ponto. Três pequenas colisões, cinco pessoas envolvidas, três carros, todos sem ferimentos devido ao uso do cinto de segurança. “As coisas acontecem quando a gente menos espera”.

O que me chamou a atenção foi a demora no atendimento da BM para o registro da ocorrência e da Gerência de Trânsito de Santa Maria, que não tinha uma viatura disponível para prestar o serviço numa das principais vias da cidade, local de fluxo intenso e ininterrupto. Nessas horas é que questiono o investimento do dinheiro público. Pagamos tantos impostos para recebermos em troca um “nos desculpe, estamos sem viaturas disponíveis”. Em pleno século 21, os policiais militares fizeram o Boletim de Ocorrência à mão, numa cartilha longa para ser preenchida, mais que isso, o atendimento foi feito a cavalo naquela área tão perigosa da cidade. Por fim, enquanto a chuva continuava caindo do céu e o vento teimava em deixar o clima mais frio, fui até o Santuário de Schoenstatt para uns minutos de oração, agradecimento, meditação sobre essa fase da minha vida, as conquistas pessoais alcançadas, a proteção concedida nos momentos difíceis. Agora é continuar essa caminhada, olhando para frente, com entusiasmo e crença nos dias que virão.

Palestra no Hotel Morotin trouxe à tona questões elementares da luta contra o preconceito

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

“É em nome de todas as mulheres do Brasil”

Quem assistiu ao primeiro programa de Dilma Roussef na TV dentro do horário eleitoral gratuito – ontem - pode notar a grande sensibilidade de nossa candidata. O que mostra o oposto do que muita gente fala ao mencionar o nome dessa grande mulher. Então, para quem perdeu essa primeira fase do programa eleitoral gratuito, destaco algumas frases dita por Dilma, como a que “ninguém faz as coisas sem ter paixão e crença”, por exemplo.

A ideia de seguir mudando o País, esse foi o grande compromisso de Dilma assumido nacionalmente ontem, enquanto milhões de brasileiros puderam notar que ela não possui apenas um currículo invejável, mas uma história de vida regada pelas causas sociais e muito estudo. “A única coisa que meu pai falava era a seguinte: tem de estudar, tem de ler livro, muito livro”.

Aos 17 anos, Dilma ingressa no Colégio Estadual de Belo Horizonte no mês em que o período ditatorial do Brasil é decretado. Ela inicia sua luta contra a ditadura. “Me sentia um peixe dentro d´água”. Começa sua luta por um Brasil melhor, pagou caro por isso, resistiu o que muitos marmanjos não suportariam. “A arte de você aguentar uma cadeia é viver a cadeia. Você não pode se negar a viver”. A vida não conseguiu derrubar Dilma Roussef que escolheu – após três anos de prisão no Tiradentes em SP – Porto Alegre para recomeçar, casou e teve uma filha.

Se tornou a primeira mulher secretária da Fazenda de Porto Alegre e depois a primeira mulher a assumir a Secretaria de Minas e Energia do governo de Olívio Dutra no Estado. Fator que a levou ao governo de Lula, bastou uma reunião com o presidente para se tornar a ministra de Minas e Energia do Brasil, a primeira mulher a assumir esse cargo e depois ministra-chefe da Casa Civil. Ela passa a coordenar todo o ministério e programas como o Luz Para Todos, o PAC e o Minha Casa Minha Vida que melhoram a vida de milhões de brasileiros e criam novas perspectivas para o país.

Quando escuto coisas do tipo: A Dilma só vai se eleger por causa do Lula. Penso: O nosso presidente deve muito dos grandes resultado à Dilma Roussef, é ao contrário. Sem dúvida, ela é a pessoa mais preparada para assumir o governo brasileiro. “Eu acho que olho o mundo com um olhar mineiro. E acho que penso o mundo com um pensamento gaúcho”. Hoje, sem dúvida, estamos vivendo um novo Brasil, um país que cresce e distribui renda ao mesmo tempo. Um país mais forte e mais justo. “O Lula deu a certeza para eles (o povo) que era obrigação do Estado fazer, que não era esmola nenhuma. Como é que este país não ia fazer aquilo? Então, eu acho que isso é uma forma de respeito. Eu acho que nós demonstramos, através de práticas, que respeitamos o povo brasileiro”. Dilma está preparada para ser a primeira mulher presidente da República. “É em nome de todas as mulheres do Brasil”.





domingo, 1 de agosto de 2010

Energia do tamanho do Rio Grande

Ao lado do deputado Paulo Pimenta durante discurso de Dilma, Lula e Tarso Genro
Para nós que acreditamos num Rio Grande melhor, num Estado pungente e grandioso, ter a chance de ver Lula, Dilma, Tarso, Olívio e Paim no mesmo palco enche de orgulho o coração. Mais que isso, é uma injenção de ânimo para a campanha. Publico na íntegra o texto escrito pelo companheiro Tarso Genro após o comício emocionante de quinta-feira no Gigantinho em Porto Alegre.
COMPANHEIROS E COMPANHEIRAS
Nesta quinta-feira, 29, no Gigantinho com Lula e Dilma fizemos uma grande manifestação. Demonstramos nossa força como alternativa de desenvolvimento para o Rio Grande do Sul e para o Brasil. Emociona ver mais de 20 mil companheiros e companheiras de todas as regiões, chegando em caravanas com suas bandeiras, sua energia e sua vontade de vitória.
Nossa campanha cada vez mais empolga o Rio Grande e o Brasil. Quero compartilhar nossa alegria e orgulho pelo o que realizamos juntos. Isso só foi possível com esforço de muitos companheiros que estão se dedicando a essa construção. Conto com o apoio de cada um, de cada uma e todos vocês, em cada canto do nosso Rio Grande.
Nosso desafio é manter até o final este ritmo, esta vibração e esta mesma fé que já nos levaram à presidência do Brasil e nos motivaram a superar todas as forças que insistiam em dizer que não era possível. O Brasil foi lá e fez. Nós vamos chegar no Piratini e fazer aqui também! Vamos em frente para o Brasil seguir mudando. E mudar o Rio Grande do Sul para crescer como o Brasil. juntos, até a vitória!
TARSO GENRO

Uma multidão acompanhou o comício no Gigantinho