segunda-feira, 7 de junho de 2010

A feira das potencialidades




O potencial de Três de Maio cada vez me surpreende mais. Isso ficou evidente durante a 1ª Exposição da Terneira e Economia Familiar de Três de Maio. O evento aconteceu de 3 a 6 de junho no Parque Municipal de Exposições e reuniu produtores de toda a região para mostrar a qualidade e o potencial do rebanho do Noroeste do Estado. Foram muitas as atrações e comercializações realizadas durante os três dias do evento, entre eles, o concurso que avaliou a qualidade dos animais.

Quem foi, também viu atrações paralelas, desde feiras de artesanato, exposição de pequenos animais, festa campeira e motocross. A direção da feira alcançou o objetivo desejado: valorizar os produtores de leite, desde o pequeno, o médio e o grande produtor, além de dar um destaque especial para a produção familiar, algo que pode ser elementar nos dias de hoje para a nossa gente do campo.

Estive na entrega das premiações e pude acompanhar de perto o resultado do trabalho de nossos produtores. Por isso, é necessário investimentos neste segmento importante de nossa economia. É obrigação do Estado, Município e União criar políticas públicas de incentivo ao nosso produtor.

Em especial para a nossa região de Três de Maio, que poderá em pouco tempo se tornar referência como uma das principais bacias leiteiras do Estado. Este, sem dúvida, é um dos setores que não pode ser esquecido, mas valorizado pelo peso que tem na economia local e regional. A 1ª Expo-Terneira deu seu recado, que existe um mercado forte e que não pode ficar à mercê de incentivos, que não pode ficar à margem, esquecido. Merece um lugar especial, um olhar inteligente do governo em todas as suas esferas.


quarta-feira, 2 de junho de 2010

Andanças e compromissos


Mais um dia produtivo na agenda. Hoje conversei com o monitor da Casa Familiar Rural Filhos da Terra, de Santo Cristo, José Celso Puhl. Lá, um trabalho exemplar vem sendo desenvolvido e que ajuda a fortalecer o compromisso do homem do campo com aquilo que ele mais gosta, produzir. A casa funciona junto ao Seminário Padre Adolfo Gallas, e está em atividade já faz cinco anos. Desde então, muitos jovens agricultores passaram a receber uma preparação melhor no que se refere as atividades diárias do campo. Estou falando da qualificação e também da formação de novas lideranças para o meio rural. Entre os objetivos está, de fato, a formação dos jovens baseado na sua realidade, talvez esse seja o principal fundamento da casa. Melhorar a qualidade de vida através do conhecimento, fomentar no jovem o sentido de convivência comunitária, também faz parte das ações. Não dá pra esquecer que tudo não passa de formação integral em vista do tão sonhado projeto de vida de cada um. Mas nesse meio tempo acontece o desenvolvimento de cada área, de cada região e localidade. Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi também o sistema de ensino que mescla o conhecimento adquirido pelos jovens no dia a dia do campo com a pedagogia da alternância, ou seja, existe uma interação do conhecimento popular com o científico, fantástico! Tudo isso pode estar desenvolvendo o meio sócio-econômico diretamente com a participação familiar no processo.

Todo esse empenho já vem formando muita gente e ajudando a dar nova resposta a uma velha pergunta: Por que o jovem não fica no meio rural, por que ele vai embora? Durante a conversa com a direção da casa fui descobrindo que um dos motivos é porque muitos deles, que ao chegarem aos 18 anos ainda não sabem o que querem. Ao contrário dos pais, eles ainda não sabem o que desejam dali em diante. Quem vem do campo sabe, os nossos pais ao atingirem a idade adulta já tinham bem definido o básico: casa, terra e família. Hoje a história é outra. Mais uma questão, a falta de renda para o jovem do meio rural, a falta de investimentos nesse jovem também atrapalha sua permanência no interior, na colônia. Além de tudo isso, um outro, e principal fator me preocupou: a relação entre pais e filhos do campo. Família deve ser sempre um Norte, um porto seguro para quando o mundo insistir no não. A conversa de hoje foi ótima, foi conhecimento agregado a ideias, a projetos, a sonhos de um Rio Grande melhor, de um País ainda mais justo e igualitário, de chances para todos, de amor pela terra onde vivemos.




terça-feira, 1 de junho de 2010

A nossa força!




Senti durante esse fim de semana o que teremos pela frente até o dia 03 de outubro. Senti em Canoas aquela energia positiva que transformou o Rio Grande em Estado Forte em épocas passadas. Na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, vi novos e velhos rostos de militantes políticos, companheiros e companheiras. Todos jovens! All Star nos pés, camisetas vermelhas, cabelos coloridos, mas mentes inquietas. Gente de todos os credos, de toda fé.

Participei no sábado do Encontro Estadual da Juventude do PT do RS. O evento que contou com a presença do pré-candidato ao governo do Estado, Tarso Genro e Manuela D´Àvila (PCdoB) mostrou a força da nossa juventude e serviu para debater sobre a estratégia da construção da campanha de juventude de Dilma Rousseff, Tarso Genro e Paulo Paim. É chegado o momento de construção de um projeto de desenvolvimento para o RS com a participação do jovem nesse processo.

E isso, ficou evidente nas plenárias livres que foram realizadas. Era gente pensando questões diversas e elementares ligadas as mulheres, LGBT, drogadição, educação básica, combate ao racismo, trabalhadores e trabalhadoras, comunicação, meio ambiente, educação superior, hip-hop, cultura, campo/rural e moradia, enfim, um leque completo de ações elementares para ajudar no desenvolvimento do Estado. Todas as plenárias renderam um texto base e variadas resoluções que serão encaminhadas para a Executiva do Partido dos Trabalhadores e deverá integrar parte do plano de governo que vem sendo construído por Tarso Genro.

O dia definiu algo importante não apenas para mim, mas para os jovens deste aguerrido Estado. Dois nomes ganharam peso para tornarem-se os pré-candidatos da Juventude do PT no Rio Grande do Sul, Maurício Piccin, atual secretário do JPT/RS e o meu, Raquel Wünsch. Eu acredito em dias melhores aqui nos pampas. Acho importante esse olhar para a juventude. O reconhecimento de sua dimensão estratégica significa criar as condições para formar uma geração capaz de disputar e dar continuidade aos avanços políticos, sociais, econômicos, culturais, científicos e ambientais que o país necessita. Hoje, o Brasil, tem em números absolutos, o maior contingente de jovens da sua história, chegando a 52 milhões de brasileiros e brasileiras com idade entre 15 e 29 anos. Trata-se, portanto, da maior oportunidade para converter o bônus demográfico em fator para o desenvolvimento também de nosso Rio Grande. Nós temos a força e somos MUITOS!