quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Verdades para um dia de chuva

Os dias chuvosos não estão sendo capazes de diminuir o ânimo de minha caminhada. Hoje, o dia todo foi dedicado a visitas em Santo Ângelo. Eu e minha comitiva, apoiadores e amigos fomos mais uma vez surpreendidos pela receptividade da população santo-angelense. A capital das Missões entende o significado da estrela de cinco pontas do Partido dos Trabalhadores. Sabe que os candidatos que estão na chuva não carregam apenas planos e projetos prontos. Carregam no peito a utopia de um Estado mais digno e democrático para quem ama e vive sobre esse chão.

Ultimamente, a campanha eleitoral da oposição da Unidade Popular pelo Rio Grande e da nossa candidata Dilma Rousseff estão usando de artimanhas baixas na tentativa de confundir a cabeça do eleitor, especialmente o indeciso. Há tantos indecisos que na época do governo FHC eram chamados de miseráveis e pobres, hoje na época de Lula estão na condição de cidadãos.

Vale lembrar que Lula, pagou as contas do “príncipe da Sociologia”, zerou a dívida com o FMI e ainda empresta algum aos ricos. Eu gostaria de lembrar aos leitores do meu blog algumas das façanhas do nosso presidente ao longo dos seus quase oito anos de mandato. Lula, não privatizou as estatais, como fez FHC (da turma de lá), ele as fortaleceu, tanto que hoje a Petrobrás é a 2ª maior empresa de Petróleo do mundo.

Os tucanos, capitaneados pelo FHC e pelo o “cara de lá”, querem por que querem voltar ao poder, para doarem aos grandes amigos (mui amigos) empresários, o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Correios, Petrobrás, Eletrobrás, BNDS... Enquanto o Lula criou mais escolas e universidades que seus antecessores JUNTOS, e ainda o Prouni, que leva o filho do pobre à universidade. Lula, que não entende de finanças nem de contas públicas, elevou o salário mínimo de 64 para quase 300 dólares, e não quebrou a Previdência como queria FHC.

Foi o presidente metalúrgico que reabilitou o Pro-Álcool, acreditou no biodiesel e levou o País à liderança mundial de combustíveis renováveis. Foi presidente metalúrgico que mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde de produção e vendas. E você sabia que o nosso presidente é o favorito para ganhar o Prêmio Nobel da Paz em 2010? Impressionante para quem não entende de português e nem de outra língua. Como “os de lá” explicam o respeito que nosso presidente exerce entre os líderes mundiais? – Simples, o presidente é ator da mudança geopolítica das Américas e do Mundo e dizem que ele não entende nada de diplomacia internacional. O pacifista ingênuo (como já foi chamado) é cotado pelos palestinos para dialogar com Israel.

Veja alguns indicadores sociais e econômicos publicados pelo Jornal “The Economist” (Inglaterra) comparando os governos FHC e Lula. A diferença é gritante, sempre é bom lembrar na hora de votar!

The Economist publicou!

Situação do Brasil antes e depois: Itens

Nos tempos de FHC

Nos tempos de LULA

Risco Brasil

2.700 pontos

Menos de 150 pontos

Salário Mínimo

64 dólares

290 dólares

Dólar

R$ 3,00

R$ 1,78

Dívida FMI

Não mexeu

Pagou a Dívida

Indústria naval

Não mexeu

Reconstruiu

Universidades Federais Novas

Nenhuma

15

Extensões Universitárias

Nenhuma

65

Escolas Técnicas

Nenhuma

314

Valores e Reservas do Tesouro Nacional

185 Bilhões de Dólares Negativos

380 Bilhões de Dólares Positivos

Créditos para o povo/PIB

14%

54%

Estradas de Ferro

Nenhuma

7 em andamento

Estradas Rodoviárias

90% danificadas

70% recuperadas

Industria Automobilística

Em baixa, 20%

Em alta, 55%

Crises internacionais

7, Quebrando e arrasando o país

Nenhuma, pelas reservas acumuladas.

Cambio

Fixo, estourando o Tesouro Nacional.

Flutuante: com ligeiras intervenções do Banco Central

Taxas de Juros SELIC

37%

10,25%

Mobilidade Social

1 milhão de pessoas saíram da linha de pobreza

53 milhões de pessoas saíram da linha de

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Preconceito

Apesar dos avanços sociais, ainda vivemos sob o estigma do preconceito. E são tantos. Preconceito de raça, religião e sexo, são os exemplos mais claros e próximos que fazem vítimas todos os dias no mundo inteiro. O que fica são marcas profundas em quem sofre esse tipo de agressão. Quando o preconceito deixa de existir internamente para expor-se, os atos tornam-se muitas vezes incontroláveis.

É uma questão de impulso, irracionalidade que gera raiva e que chega ao ponto de vandalismo. Não é surpresa alguma os veículos de comunicação noticiarem diariamente casos em que o próprio patrimônio público se torna alvo. Preconceito não é apenas uma questão de racismo. Trata-se de uma certa incompreensão do outro, da não tolerância as ideias contrárias, da ideologia e a forma que o outro vê o mundo, sua interpretação dos mais variados estigmas sociais, seja no esporte, nacionalidade, política, entre outros.

Quando o assunto é política a situação fica ainda mais visível. Já que o assunto é algo sério e compromete toda uma nação, um estado, um país, também deveria ser levado a sério e não as últimas conseqüências para derrubar o outro. Política deve ser discutida com respeito a ideologia do outro, essa é a maneira fundamental de crescimento e desenvolvimento intelectual necessário para os avanços neste campo. Infelizmente não é isso que presenciamos na atualidade, a baixaria volta a tomar corpo na tentativa enlouquecida de desmoralizar o combatente. Mas o que fazer quando não há possibilidade de defesa? Eu me refiro diretamente aos atos de vandalismo às imagens de muitos candidatos políticos. Placas destruídas, apedrejadas, queimadas. Placas que ocupavam lugar permitido por lei. Publicidade que respeita o que está na constituição e Lei Eleitoral.

Aqui em Três de Maio, minha equipe presenciou um fato contra nosso material de campanha. Uma ação que partiu de um respeitado professor da cidade, por quem sempre tive um enorme respeito e admiração. Que feio, que feio! Onde está o exemplo? Não foi um coice num material que ficou caído no canteiro da Avenida Uruguai. Foi um ato de vandalismo contra uma ideologia, contra uma filha de Três de Maio. Como futuramente irei depositar no senhor confiança para ajudar na educação de um filho? Fiquei magoada, senti aquele coice, como se aquele material frio depositado na Avenida fosse feito de minha carne, sangue e coração.

Em Horizontina, esse tipo de agressão foi maior e atingiu material de campanha de praticamente todos os candidatos que colocaram placas na principal avenida da cidade. Será que bater, quebrar é a melhor forma de resposta ao que pensamos do outro? Com todo o respeito, isso é retroceder, é render-se a ignorância extrema, é ser fraco. Pena que depois de tanta evolução neste país, ainda nos deparamos com situações iguais a essa, o que mostra o quanto ainda temos que avançar em termos de capital social para virarmos potência, para nos tornarmos uma nação orgulhosa de seu país. Pessoas que não quebram placas nas ruas.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Uma campanha forte, aguerrida e brava

Neste 20 de setembro, a Unidade Popular pelo Rio Grande presta sua homenagem às tradições gaúchas e ao legado farroupilha. Somos assim, hoje, porque nossa história foi moldada na resistência, na crítica e na construção de mundos melhores. Agora, mais uma vez, todos somos chamados a participar de uma nova oportunidade: a eleição oferece o caminho democrático e pacífico para novas escolhas. Caminhamos em direção ao 3 de outubro com tranquilidade, firmeza e convicção de representarmos um projeto de inserção do Rio Grande em um ciclo de desenvolvimento e projeção para o Brasil e para o Mundo. Parabéns a todos os gaúchos por mais esta demonstração de força! Vamos, juntos, construir o Rio Grande do Sul, do Brasil, do Mundo!